Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

A cena seria a seguinte - Atiro-me de um precipício, depois de afirmar que existe vida lá embaixo – genocídio dos que procuram pelo mesmo buraco em que escondem. Vogam respeito e liberdade – não conseguem nenhum. Transita por movimentar-se; e sonhei com ingleses morrendo noites atrás. Acordei assustada, acendi a luz e os ingleses pararam de morrer, e a Inglaterra; parou de cair. Amarrei meus cabelos, passando minhas mãos sobre os olhos e testa. Recobri-me.

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Depois dos respaldos...
criação, novidades (espero).
Vontade de distribuir diamantes, chamar todos para estalar pernas e dizer que não importa. Dizer tudo a todos, não sentir arrependimento, morder fundo toda vez que quiser. Irei juntar um milhão de perdidos e faremos um grande musical.

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Não poderia escrever algo que não fosse o prazer interrupto.
então resolvi não escrever.

Sábado, 27 de Setembro de 2008


(com corvos)

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

O que muda? Por enquanto tenho um saldo negativo em casa, tive o melhor show do ano, registrei bons momentos, corpo estragado e presentes especiais. Tem sido maravilhoso; bons tempos estes. Não li nada macabro, não prometi nada a ninguém. Já é um começo. No fundo, o pedido de baixo pra cima poderia ser: não ouvir Nico, não amar só quem ama Nico, não perder exposições, acordar mais cedo, aprender a andar de bicicleta, deixar os outros viverem suas vidas sem estragar a minha ou simplesmente não desejar a perfeição. Percebem-se essas coisas, sem ter que se atirar do avião ou conhecer o senhor fulano quando precisar.
Serão tempos melhores, não há dúvidas. Se foder milésimamente é natural e se foder menos não adianta, também.
Que venham as guerras, as lamúrias, as insônias e indisposições! Irei tomá-las inteiramente até que eu perceba e valorize arredores.

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Eles podem não ser animais. Nem sempre vão olhar diretamente para suas pernas abertas, ou nos seus olhos ferozes com o mundo; sentimentos exaltados e confundidos de pequenas aberturas sociais. A culpa é de não ter medo de olhar, de falar e de manipular. Todos sabem de tudo, e acabam. Acabam com as pequenas aberturas sociais; acabam com o quanto você não está pensando em deixar de ser um animal, quando entra em contato com demonstrações afetivas com crianças e familiares, e imagina-se que podem pertencer ou se importar à algo. Retorna-se ao pensamento lógico de organização social, mesmo que venham de coisas irracionais como pernas abertas e falta de interesse amoroso; descontrole da excitação, nenhuma finalidade novamente. Só uma idade desgastante e sem sentido que alguns desistem de tê-la ou passam sem grandes acontecimentos que não sejam cores de cabelo ou de esmalte. E são sempre eles ou álbuns novos de suas bandas favoritas. Adoraria viver à parte, sem as cores ou os cabelos.

Sábado, 30 de Agosto de 2008

Ela sempre inspira um monte de coisas em mim...

Logo lembrei...

Transporte público 1 :
- Os homens precisam parar de ser tão machistas. Mas é que alguns trabalhos não são para mulheres.

(ahn.tah)

Transporte público 2 (em plena sexta-feira de manhã) :
- Não dá pra ser feliz assim.

- ainda falam que não é possível conversar com essas pessoas.

goró filosófico 1:

- a melhor coisa pra curar minha ressaca é masturbação. Você tira toda aquela porra que tá te incomodando.

- eu não acreditava porque achava que era impossível. mas deu e funcionou.

(eu não precisava saber disso)

após um goró filosófico:

- um cara chegou e falou pra mim de uma certa terapia transpessoal. e explicou: trans: é o que vai além. pessoal: da pessoa.

- nossa....você fez terapia transpessoal? é muito foda.

- então isso existe mesmo?

confessions on a dancefloor:

- ele curte essas coisas de chakra.

- tipo o naruto?

- hahahahah

a go-go:

- é que eu sou a rainha da augusta.

- claro que você é.

- Tem gente que não acredita. Eles vão ver só. Só vocês vão poder entrar na minha pirâmide. Minha pirâmide vai ser na paulista.

- mas pegar a pamplona também? minha mãe joga bingo lá.

- mas daí eu faço um bingo só pra ela. e na parte de cima vai ser o lugar pra'gente dançar.

- Ehhhhhhh!

azaração:
a:- me dá um gole?
b:- claro.
a:- ah. não gosto de skol.
(...)
b:- me dá um cigarro?
a:- claro.
b:- ah...não fumo marlboro.

espaço na mídia:

- eu acho importante ocupar espaço na mídia. Tipo, você muda seu profile dizendo que está namorando. Daí todos vêm perguntar sobre seu namoro. Mas você não está namorando mesmo, você só ocupa um espaço na mídia

(ah...simplifica)

reiventando o comunismo:
- eles vieram perguntando se tinham bottons comunistas.

- tipo, tampa de garrafa de vodka?

- como eles nunca pensaram nisso?

miguxo:
- ele quer te beijar. disse que quer te mostrar o que é bom. ele tem um piercing na língua, uma delícia.

- não vou beijar ele.

- o quê?

- então, não vou beijar ele.

- caralho! você vai esperar esse garoto pela vida toda?

e o mundo parou (pra ouvir).

um amigo, diz:

- ele é tudo né? menos legal, homem....essas coisas.
____________
- lógico que pode. você nasceu sozinha.
________________
- combustão espontânea agora pra mim.
_______________________
- não é nada fácil entrar na minha vida, então porque seria facil sair dela?

e os urubu só pensam em ti come:
- freak to meet you.
e um roubo despercebido de comanda.

padre baloeiro:
- cara, o padre baloeiro.

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Garry Winogrand

Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Falamos sobre isto: Deixe-me ir e vir, não posso continuar quando não é o tempo certo. É uma droga quando não se sabe a hora de parar, de respeitar o que ainda pode subsistir de respeito em alguém; nos acabamos em duas ou três conversas diabólicas de memórias que nos doem e que são impossíveis de relevar com todos os espaços que aparecem quando tentamos nos olhar, em pelo menos, uma conversa real. Não tem como almejar algo assim, exceto pra mim, pra você e pra sacanagem geral. No entanto, apareço sensível dos dilúvios ditos. Logo preciso fugir, dizer coisas, ser a maioral sem ao menos te olhar na cara, tomar taças e andar a dois quilômetros de distância de você na rua de vez em quando; ainda chamam isto de dignidade.

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Não me lembro da primeira vez em que a morte veio à minha cabeça; ela vem de tempos em tempos pra gravar problemas quaisquer. São muitos os relances corrompendo as novas idéias, transfigurados sempre em homem ou cetim. E de um breve momento; surgem as grandes festas, a euforia de um reveillon, celebrando um novo ciclo de novas idéias. Sinto que estou no fim de um ciclo, esperando pelas celebrações do próximo, pois encontro-me esgotada, sem nenhuma projeção para este, nada pra se esperar a não ser um descanso pro próximo. Venho pensando...Já saíram da cidade, um a um. Todos certos de uma nova vida. Desejo felicidades, claro. Sorte, felicidades e muito tesão de gente, filmes e músicas. Eu fico por aqui, como sempre. Sabendo que na próxima estação o lugar será sempre o mesmo, com as mesmas pessoas, os mesmos filmes e músicas; tesão bem limitado; meus amigos conhecem amigos, que conhecem amigos, que conhecem amigos, que se casam e se esbarram, e trocam pessoas entre si. Assisto o relacionamento delas por esses bares, cinemas, sorverias, sebos, avenidas, shoppings e museus. A vida é engraçada. Pode-se mudar pra outro planeta, vão saber que você está lá e vão sentir saudades e todos esses amigos em comum trazem diferentes histórias de você ou de diferentes pessoas que se conhecem, mesmo que nunca tenham sido apresentadas umas as outras. De alguns sei das viagens, dos relacionamentos e de fã clubes secretos; de outros, que nada sentem e preferem sorrir pra não sofrer; heroínas em crise; heróis pouco-estimados; prorrogação de relacionamento sem-sentido, e morrer por não der dado a última palavra. Talvez, nada acaba; os lugares, as pessoas, as situações. Na maioria das vezes, é inevitável fazer as mesmas coisas, só que de maneiras diferentes. Inovar e aceitar todas essas pessoas passando pela sua frente com as mesmas e diferentes pessoas, e pensarem em casar, ou mudar de Estado, de País, religião ou maneiras de sustentabilidade ambiental; seja por não matar animais, ou terras, ou ambos. É a vida. E a única coisa que ainda fica na minha cabeça é - Como fazer parte das mesmas coisas?

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Nunca sei o que falar ou o que fazer sobre nós. Os esboços imaginários estavam excelentes antes disto, mas bem, posso tentar esclarecer através das cores: você púrpura e eu, verde; talvez um mais apagadinho, mais puxado pro marrom, não importa, ainda verde imbecil.
São os sonhos que tenho tido, novamente. Como me frustram. Todo um sentimento matinal horrível explica-se com a sua aparição nele, e de outros também tão ausentes. Nem me lembro mais se nos falamos, se falei com eles, se te disse nestes dias que existiam duas coisas que se completam e que nunca soube como poderia fazê-las: amar e dormir; se falei sobre você com essas pessoas ausentes; sobre sua ausência ou se eram apenas ausências e sonos. O universo é imenso, como o meu medo dele. E o pior é que já estou para atingi-lo, tanto que eu tenha uma boa conversa, uma boa piada e um bom corte de cabelo; mas sinto que existem bagagens maiores a serem levadas: memórias trapaceiras. Não existe nada do passado pra ser investido no futuro, é o que poderiam me dizer: - Não existe nada desse passado pra ser levado ao futuro. São contas validadas.
Em esquemas de auto-manipulação, para que um dia seja a última chamada: se não vir, eu me vou. Só funciona se garantir que não venha.

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Minn besti vinur hverju sem dynur
Illum látum, í faðmi grátum
Ég kyngi tári og anda hári
Þegar að við hittumst
Þegar að við kyssumst
Varirnar brenndu, höldumst í hendur
Ég sé þig vakinn
Ég sé þig nakinn
Inní mér syngur vitleysingur

(Sigur Rós)



- Uma das coisas mais lindas que já ouvi na minha vida.

Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

É como se existisse um monstro dentro de mim, um monstrinho surrealista (maneira delicada de se chamar) que passou por tudo, e chegava agora aos seus 89 anos das guerras e dos crimes.
Nos 89 anos, os caminhos estão visivelmente verdes, pois com a vida vivida; sofrida, fodida de todas minhas maneiras imagináveis, aprende-se a coexistir com a falta. Meu sorriso vai ser sempre amarelo e sempre vou querer o que não se pode amar; sempre vou correr apuros, estar por um fio, reaparecer, pôr anúncios nos jornais semanais cibernéticos, ser lembrada por algum personagem heróico; ultra, sabe? E a solução, sempre ao engolir o sorvete, o álcool, os amores, o travesseiro, a própria solução. Talvez o problema aconteceu por querer saber, sorrir no primeiro encontro com a novidade. Como é sempre estúpido, e como eu adoro. A estupidez me aquece. Amo todos vocês, sempre pra sempre, sempre de flores, sempre de doces, sempre de histórias.

Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Um pouco de vinicius pra continuar...


Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Fui ao show do Júpiter Maçã no último fim de semana pra vê-lo acabado fazendo strip-tease enquanto o Tom Zé insinuava que estava enfiando o pau dele no tênis – porque as coisas só são feitas com o pau. E ele tem toda razão, mas fica difícil salvar o fim de semana sem nada de “Mademoiselle Marchand”, “Beatles a Granel” e “Duas Opiniões”. Das sinceridades, preferia ouvir – Ridículo chorar/ patético viver/ paradoxal prazer/ apologia do sofrer – é mais classudo, sabe.
Do alto o trompetista encarava mulheres, amigos de amigos encaravam mulheres, e o Tom Zé com o tênis, e o Júpiter com a baby look Brasil. Um domingo à tarde e quanto pintos! P-I-N-T-Õ-E-S! Dos grandes e quicantes! Sorrisos tortos e línguas giratórias, tesão em stop motion de todo álcool e performance natural. Não é pra explodir, como diziam, simplesmente vem por aí – do álcool e das performances.

Sábado, 19 de Julho de 2008

Como se fossem necessários respaldos lúbricos, a insensatez de encontrar-se menor consolida a ação, e no primeiro alerta, te jogo pra fora do oceano.

Domingo, 6 de Julho de 2008

É ridiculamente fácil. É de choque, penetrante, indevido... todos sabem, e não seria diferente desta vez. Você vai enxergar pelos reflexos dos espelhos, quando parar dois segundos pra imaginar o que poderia dar certo. Estará recoberto de pálpebras cintilantes, cada vez menores e perceptíveis; enfeites de uma identidade, intensificação do que não pode ser desvendado e publicado, privado por uma tradição incorruptível, em respeito às demais órbitas.

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

"É difícil até mesmo flertar com uma garota sem se sentir óbvio e envergonhado, já que as maiores demonstrações de lugar comum acontecem no flerte, tornando-o asqueroso: 'Ah, você dirige um Volvo? Como é isso?'. Ao perceber que estou flertando, recuo e faço o possível para me conter. Um encontro é melhor quando está livre das intenções, deixando que o desejo ou o tédio dirijam os acontecimentos."

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Vão ter pelo menos seis pessoas nele. Não meus filhos, penso em não tê-los. Pessoas olhando pra mim e apanhando biscoitos, me derrubando migalhas e se lembrando que precisam recolher as roupas, caso chover. Preocupados com o que vão fazer com meus gatos: O Dylan, O Stardust e a Nina. Alguns da sala ao lado, vão me visitar e comentar a vista e o tempo com os que me fazem companhia. A parente distante de minas fará questão de ficar a noite toda lá, em respeito à família; aos contatos antigos, vão procurar pra me darem o devido respeito e importância, principalmente a prima que tive como filha e o amigo que morou comigo durante 10 anos no início de minha fase adulta. Não terá canto e dificilmente cederão as minhas exigências, estarei ao lado de gente que não partilhei muitos momentos. Todos se recolhem após 5 minutos da cerimônia, e os que estão bem longe se retiram em seguida para visitar outros que também não partilharam muitos momentos ou então algum.

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Você se descobre depois do que escreve. Assim até que se pode dimensionar o quanto é absurdo o que você pensa. Quais são as primeiras coisas lhe vem à cabeça e descubro o monstro que todos guardam dentro de si. Cheios de ambições e estágios de felicidade, passando por cima de qualquer valor pra tomar algum preenchimento. Deslocando desejos, inibindo falas.

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Muito, muito cansada. Uma exaustão não muito digna. O embrulho no estômago, a fatiga de lembrar do mesmo velho conto do vigário; repulsa. O assunto passa de café em café, de bar em bar, e cai na boca de muita gente. Somos lendários, vivenciamos uma loucura insaciável de timbres perfeitos e sincronia dupla. Vamos tomando lerdos nossos rumos e que venha a próxima aventura, estamos dispostos a pôr o mundo dentro de nós mesmos e tomar dele a parte superior te todos os tronos. Num futuro próximo, nossos reinos vão se confrontar numa batalha sem fim, da mais fria e calculista, guerra de desinteresses partidários.

Sábado, 21 de Junho de 2008

Pensar nada é algo que incomoda, às vezes. Como não acontece na velocidade extreme é como se esperasse a vida passar, sabendo que ela continua (e nunca se esquecendo de falar em bom tom). Aprende-se muitas coisas pra não cair: seguir os compromissos chatos, estar sempre com uma boa aparência pra não cair a mascara, estar com o coração arregaçado de boas intenções e não criticar. Isso não era pra incomodar a ponto de pensar que os outros são o inferno. Todos querem receber o tempo todo, não adianta fugir. Tem que olhar a fumaça passando pelos seus olhos, uma barba mal feita ou a luz refletindo nos cabelos, a nova armação dos óculos também, sem buscar sentido algum; seria loucura, sempre é. O dever é de sentar e ouvir, ouvir, ouvir e dormir sossegada por ter ouvido. Haja o problema que houver, não é direito interferir, só se for ouvir. Um dia desses podem imaginar que o nível de intimidade já está no intermediário (geralmente depois de ter caído do penhasco), e questionam-se, só agora, se você faz parte de uma particularidade, se é único por não te entenderem e formulam identidades. Pode-se sorrir depois de ter conquistado uma amizade. Um dia colocarão arranjos no seu cabelo, sapatos de cristal; erguida num palco iluminado. O público não saberá o que fazer quando as cortinas se abrirem, você vai estar lá e o público não saberá o que fazer.

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

O chão se abriria num poço. Acreditar que não somos siameses; desmembrar-me de você; a idéia de se dizer que é de se acostumar a viver com um pedaço que tem vontade de tomar um caminho diferente do nosso.

Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Eugenio Recuenco


http://www.eugeniorecuenco.com/

(na minha opinião, o melhor fotografo de moda da atualidade)
Quero tomar pequenas doses do bom humor, pra me ver sorrindo e usando minissaia.